MANOEL GONÇALVES

NOME POPULAR: VIVI XAVIER II

 

DADOS GERAIS:

 

Cidade:

Londrina

Estado:

Paraná

Região do Munícipe:

Norte

Unidades habitacionais:

309

Tamanho médio das Unidades:

44,43 m²

Tipo:

Horizontal

Início da Construção:

12/01/1982

Data de Inauguração:

27/08/1982

Empresa Responsável:

Projectk / Construhab

População/Estimada:

927

 

BIOGRAFIA DO HOMENAGEADO:

Filho do Sr. Augusto Gonçalves e da Sra. Mariana Gonçalves, nasceu na cidade paulista de São Carlos, a 19 de dezembro de 1902.

Aos 14 anos de idade passou a residir com seus familiares na cidade de Itápolis, também no interior do Estado de São Paulo, onde, aos 21 anos, em setembro de 1924, contraiu matrimônio com a Sr. Helena Gonçalves.

Desse matrimônio nasceram seus sete filhos: Euclides, Otair, Maria Aparecida, Dorival, Claudete Clara, Marlene e Edson, os quais, ao longo dos anos deram a Manoel Gonçalves a alegria de 27 netos e 11 bisnetos.

Manoel Gonçalves era de origem pobre e humilde. Suas condições não lhe permitiram cursar nenhuma escola regular, muito embora, à custa de esforço próprio e grande dose de dedicação, tivesse aprendido a ler e escrever razoavelmente.

A título de exemplo da precariedade das condições de sua família à época, basta lembrar que Manoel Gonçalves veio a alçar seu primeiro par de sapatos somente aos 16 anos de idade.

Em 1933 Manoel Gonçalves veio a Londrina pela primeira vez, quando ficou conhecendo a então nascente região.

A tal ponto lhe agradou tudo o que viu por aqui que, sentindo a perspectiva positiva, voltou a Itápolis e providenciou o encerramento de suas atividades naquela localidade, onde já tinha trabalhado desde pedreiro até comerciante, com o objetivo de vir definitivamente para Londrina.

Em setembro de 1937 chegou a Londrina trazendo a sua família e o produto da venda de tudo o que tinha em Itápolis, expressado pela importância de 8 (oito) contos de Réis.

Ao fixar domicílio nesta cidade, o fez em caráter definitivo, pois daqui nunca mais se afastou.

Seu espírito lutador o levou ao exercício de várias atividades, notadamente na área do comércio e da agricultura, passando pela construção civil e até pelos transportes.

Já em maio de 1938 instalou o Bar Avenida, na esquina do que hoje é o calçadão da Avenida Paraná com a Avenida Rio de Janeiro, tendo o atual Edifício América como referência.

Essa firma individual foi registrada a 26 de julho do mesmo ano de 1938, com o capital de 5 (cinco) contos de Réis.

As suas atividades nessa época foram muito felizes. Manoel Gonçalves gostava de lembrar que na ocasião da inauguração em Londrina das instalações do Banco do Brasil, onde hoje encontra-se o edifício que leva o seu nome, na esquina do Calçadão com a Avenida São Paulo, foi a sua firma – o conhecido Bar Avenida – aquela contratada para a execução dos serviços de recepção.

Em 1943 Manoel Gonçalves vendeu o Bar Avenida e, curiosamente mesmo nunca tendo sido motorista habilitado, adquiriu três caminhões com os quais, juntamente com seus auxiliares, passou a fazer todo tipo de transportes.

Em 1946 instalou na esquina das ruas Sergipe e Pernambuco, um comércio de "Secos e Molhados". Pouco tempo depois deixou este ramo para dedicar-se exclusivamente ao comércio de louças e porcelanas, tendo diso a sua loja a primeira de Londrina nessa especialidade.

Paralelamente, Manoel Gonçalves passou ao desenvolvimento de alguma atividade na área da construção civil, bem como a uma dedicação mais efetiva à agricultura.

Tempos depois, Manoel Gonçalves, já em suas atividades de caráter social, integrou a Diretoria do Grêmio Literário e Recreativo Londrinense.

Manoel Gonçalves foi um homem por excelência, cuja vida foi dedicada sobretudo ao trabalho honesto e incessante.

Essas qualidades – o trabalho e a honestidade – aliadas às suas características de pessoa extremamente simples, determinaram que após o seu falecimento, ocorrido em 26 de julho do corrente ano de 1982, com 79 anos de idades, dos quais 45 vividos em Londrina e dedicados a ela. Onde um incontável número de amigos, o trazem na lembrança, entre a saudade e o respeito.